Origens do Atletismo
O Atletismo conta a história esportiva no homem no
Planeta. É chamado de esporte-base, porque sua prática corresponde a movimentos
naturais do ser humano: correr, saltar, lançar. Não por acaso, a primeira
competição esportiva de que se tem notícia foi uma corrida, nos Jogos de 776
a.C., na cidade de Olímpia, na Grécia, que deram origem às Olimpíadas. A prova,
chamada pelos gregos de "stadium", tinha cerca de 200 metros e o
vencedor, Coroebus, é considerado o primeiro campeão olímpico da história.
Na moderna definição, o Atletismo é um esporte com
provas de pista (corridas), de campo (saltos e lançamentos), provas combinadas,
como decatlo e heptatlo (que reúnem provas de pista e de campo), o
pedestrianismo (corridas de rua, como a maratona), corridas em campo (cross
country), corridas em montanhas, e marcha atlética.
O Atletismo nasceu com o homem. Afinal, o mais antigo
dos nossos ancestrais já andava, era obrigado a correr, a saltar e a lançar
coisas. Era a dura luta contra os pedradores e a busca por alimentos. Pode-se
dizer que ao aprimorar essas habilidades, o homem garantiu sua história.
Isso tudo explica porque, ao criar as primeiras
competições esportivas, as primeiras a serem organizadas fossem as provas
atléticas. Há indícios da prática do Atletismo há pelo menos 5 mil anos no
Egito, na Grécia e na China. No entanto, o primeiro registro histórico de uma
competição data de 776 a.C. Foi quando Coroebus, da cidade grega de Élis,
ganhou a stadium – uma corrida de aproximadamente 200 m – e tornou-se o
primeiro campeão olímpico conhecido da história.
O formato moderno do Atletismo remonta a meados do
século XIX. Basicamente, engloba as corridas de pista, de rua, de cross country
e de montanha, a marcha, os saltos e os lançamentos. Por sua característica de
representar os movimentos naturais do homem, o Atletismo é chamado de
“esporte-base”.
Assim como nos
Jogos da Grécia Antiga, o Atletismo permanece como o principal esporte olímpico
dos tempos modernos. Tanto que o próprio Comitê Olímpico Internacional
estabeleceu – até para efeito de distribuição dos recursos auferidos nos Jogos
– que o Atletismo é o único esporte na categoria 1.
Por outro lado, a criação da IAAF (sigla em inglês da
Associação Internacional das Federações de Atletismo) deu credibilidade às
competições. As regras do esporte foram escritas e os recordes, homologados.
A importância do esporte-base é sintetizada por uma
frase que circula no meio olímpico: “Os Jogos Olímpicos podem acontecer apenas
com o Atletismo. Nunca, sem ele".
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O esporte no Brasil
A história atlética do Brasil começa no século XIX. Na
década de 1880, o Jornal do Commercio já anunciava resultados de competições
atléticas no Rio de Janeiro. Nas três primeiras décadas do século XX, a prática
atlética foi consolidada entre nós. Em 1914, a antiga CBD (Confederação
Brasileira de Desportos) filiou-se à IAAF. Em 1924, o país participou pela
primeira vez do torneio olímpico, ao mandar uma equipe aos Jogos de Paris.
No ano seguinte foi disputado, pela primeira vez, o
Campeonato Brasileiro. Em 1931, brasileiros disputam pela primeira vez o
Campeonato SulAmericano. Em 1932, Clovis Rapozo (salto em distância) e Lúcio de
Castro (salto com vara) chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães Padilha foi o 5º nos 400 m com
barreiras nos Jogos de Berlim.
Em 1952, nos Jogos de Helsinque, Adhemar Ferreira da
Silva conquistou a medalha de ouro no salto triplo. Era a primeira das 13
medalhas que o Atletismo daria ao Brasil, até os Jogos de Atenas, em 2004.
Adhemar foi o primeiro dos três triplistas brasileiros a estabelecer o recorde
mundial na prova. Os outros foram Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira.
A CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo é
responsável pelo esporte no País. No plano mundial, a direção é da IAAF - sigla
em sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo.
Fonte: Confederação Brasileira de Atletismo
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