FUTSAL
O futsal, também chamado de futebol de salão,
é um esporte coletivo semelhante ao futebol de campo, porém possui suas
peculiaridades.
Ainda que sejam semelhantes, o futsal possui regras específicas e
diferencia-se, por exemplo, pelo número de jogadores e as dimensões do espaço
de jogo.
No Brasil, o futsal tem tido grande representatividade nas últimas
décadas. Ao lado do futebol, é o esporte mais praticado no país por homens e
mulheres.
Origem do Futsal
O futsal surgiu nos anos 30 no Uruguai. O responsável foi o professor de
educação física Juan Carlos Ceriani Gravier da ACM (Associação Cristã de
Moços).
No início era chamado de Indoor Football (na tradução
literal significa “futebol no interior”).
Fundamentos do Futsal
Os objetivos desse esporte, tal qual no futebol, é fazer gols. Assim, a
equipe vencedora é aquela que conseguir fazer o maior número de gols durante a
partida.
O tempo total de jogo é de 40 minutos. Ou seja, são dois tempos de 20
minutos com um intervalo de 10 minutos entre eles.
O futsal reúne diversos movimentos desde chutes, passes de bola,
dribles, cabeceios, etc.
Além dos jogadores presentes na quadra e na reserva, cada equipe possui
um treinador. Além disso, há dois árbitros: o auxiliar e o principal. O
cronometrista é responsável por controlar o tempo de jogo.
Regras do Futsal
No futsal nunca se deve colocar a mão na bola. O único jogador que pode
é o goleiro que usa uma luva para defender a marcação de gol pela equipe
adversária.
Como o futebol de campo, se um jogador cometer falta ele pode levar o
cartão amarelo (advertência) ou vermelho (expulsão). Três cartões amarelos
equivalem a um vermelho.
As faltas podem ser cometidas quando o jogador encosta a mão na bola,
quando há desavenças entre jogadores e árbitros, ou ainda, quando há violência
física ou verbal. O juiz que irá decidir a gravidade da falta e o cartão que
será dado.
Vale ressaltar que no futsal não há o conceito de impedimento, como no
futebol de campo. Por sua vez, as cobranças de falta são semelhantes ao futebol
de campo: escanteio, tiro de meta, arremesso lateral e de canto.
As cobranças são realizadas em até 4 segundos e devem ser cobradas com o
pé.
Jogadores
O futsal possui dois times de 5 jogadores cada. Vale notar que desses 5
cada equipe possui um goleiro, responsável por defender as entradas de bolas.
Além do goleiro, os jogadores chamados de fixos são responsáveis pela
defesa. Esse equivale ao zagueiro no futebol de campo. Já o pivô ou atacante
tem o objetivo de marcar gols.
No futsal não há um limite para substituição de jogadores e elas podem
ocorrer em qualquer momento do jogo.
Quadra de Futsal
O futsal é praticado numa quadra retangular. Ela possui entre 24 e 42
metros de comprimento, por 15 a 22 de largura, variando de acordo com a
categoria. Note que as quadras podem ser cobertas ou descobertas.
Fundamentos do Futsal
O futebol de salão é um esporte que exige
habilidade, pois o espaço curto da quadra, somado ao peso maior da bola (em
comparação com a bola de campo) e a rapidez com que se é praticado, fazem dele
uma das práticas esportivas onde os competidores devem possuir domínio de força
e noção de bola. Para que as jogadas e os objetivos sejam alcançados, é
necessário que haja controle dos fundamentos do futsal.
Fundamentos são as práticas básicas que devem ser
aprendidas para se executar o futebol de salão. Os fundamentos básicos são:
- Passe- Drible e Finta - Cabeceio - Chute - Recepção - Condução - Domínio
Alguns como antecipação, marcação, proteção de bola e posicionamento são aprendidos com mais tempo de prática do futebol de salão.
Isso sem falar que existem os específicos para a posição de goleiro, como
reflexo, posição de defesa com as mãos e com os pés e a forma correta de cair,
etc.
Passe
Um dos mais importantes e mais executados em uma
partida de futsal. Consiste basicamente em passar a bola para outro jogador.
Para realizá-lo é necessário ter visão de jogo para acompanhar os companheiros
e precisão para acertar na direção e na força necessária para que seu passe não
seja interceptado. O passe pelo chão é o mais utilizado pela rapidez exigida:
pelo chão a bola “corre” mais rápido e por isso tem menor possibilidade de ser
roubada pelo adversário. Existe também o passe pelo alto que, apesar de demorar
mais para alcançar seu destino, tem menos possibilidade de ser interceptado.
Existem diversas variações de passe como o “passe de letra”, passe de peito, de
cabeça, de calcanhar e todos que a criatividade permita inventar.
Classificações do Passe
·
Quanto a sua
trajetória ele pode ser: rasteiro, meia altura ou parabólico;
·
Em relação a
distância: curto (de até 4 de um jogador até outro), médio (de 4 à 10 metros)
ou longo (acima de 10 metros);
·
Quanto à sua
execução pode ser: interno, externo (trivela), solado (com a parte de baixo do
pé), de bico e de calcanhar. Em relação ao espaço do jogo: paralelo, lateral e
diagonal;
Domínio
Esse, consiste em conseguir
interromper a trajetória da bola de forma que ela fique sob seu controle. É um
requisito muito exigido, já que os passes são rápidos e, por isso, mais
difíceis de serem dominados. A não ser o braço, todas as outras partes do corpo
podem ser usadas para o domínio da bola. Como a maioria dos passes são feitos
pelo chão, o domínio com os pés é bastante trabalhado. Existe o que se chama de
“controle da bola”, que é a capacidade de manter a bola no ar. É uma prática
interessante para melhorar o domínio, já que ela exige a noção do peso da bola
e da força necessária para levantá-la, logo, uma facilidade maior de domínio de
bola.
Classificações
do Domínio
·
Rasteira: Domínio realizado com as partes externas, internas e solado
dos pés;
·
Meia-altura: Com a parte interna e externa dos pés e coxas;
·
Parabólica: Domínio realizado com o dorso dos pés, com o peito, a
cabeça e a coxa;
Condução
Esse fundamento consiste em
correr pela quadra tendo a bola sob domínio. Pode ser executado em linha reta
(retilíneo) ou mudando de direção (zigue-zague). Com os pés, pode ser feito com
a parte interna ou externa do pé, sendo que com a parte da frete (bico da
chuteira) tem-se pouco controle da bola e por isso é pouco utilizado. Nesse
fundamento, é importante deixar a bola o mais perto possível do condutor, para
que seja mais difícil para o adversário conseguir tomar a bola. Além disso,
quando a bola está perto dos pés, conforme se avança pela quadra e os marcadores
chegam, a mudança de direção coma bola pode ser feita mais rapidamente para a
execução do drible.
Drible e Finta
São dois fundamentos
semelhantes que consistem em passar por um marcador para ter no final da
jogada, a bola em sua posse. A diferença entre os dois é que o drible é feito
com a posse de bola no início do lance, já a finta é feita sem a posse da bola
e chamada também de drible de corpo. Exigem, dependo do lance, velocidade,
técnica, criatividade, força e ginga.
- Os dribles podem receber
o nome de: elástico, chapéu, caneta são alguns dos dribles executados numa
partida, lembrando que a cada um pode ter nomes diferentes em cada região.
- A finta pode ser chamada
de balanço, gato, vai e vem, pique falso e desmarcação.
- O drible é um dos fundamentos
mais valorizados pelos jogadores da parte ofensiva para alcançar fundamento do
chute.
Chute
É o ato de bater na bola
com os pés com determinado objetivo. Esse destino pode ser a retirada da bola
de jogo, acertar outro jogador e, claro, fazer o gol. Esse mesmo objetivo pode
ser executado com a cabeça (cabeçada) ou com outras partes do corpo (o peito,
por exemplo). O chute defensivo (aquele que buscar afastar o
perigo do ataque adversário) é feito de forma mais instintiva, portanto não
exige muita técnica. Já o chute ofensivo (busca fazer o gol)
requer percepção do posicionamento do goleiro adversário, noção de força,
precisão e habilidade.
Pode ser, assim como o
passe, feito com a parte interna no pé, com a externa (trivela), com o peito do
pé, calcanhar e bico. Geralmente o chute é feito próximo a trave para
dificultar a defesa do goleiro, mas outras técnicas, como chutar no “contra-pé”
do goleiro, por cobertura ou colocado, também são importantes para uma boa
finalização.
Futebol
Nenhum
esporte no mundo desperta tanto interesse popular quanto o futebol.
Sua principal competição, a Copa do Mundo, reúne, desde a fase de
classificação, cerca de 130 países e milhões de espectadores no mais importante
evento do mundo esportivo.
Futebol
é um esporte disputado entre duas equipes, cada uma com 11 jogadores, que
utilizam os pés e a cabeça para movimentar a bola em direção ao campo
adversário, com o objetivo de colocá-la dentro do gol ou meta. A partida
divide-se em dois tempos de 45 minutos, com um intervalo de 15 minutos. O tempo
de jogo pode ser prorrogado por acidente ou qualquer outra causa a critério do
juiz. A equipe vencedora é a que faz o maior número de gols.
Regras do futebol
As
leis que regem o futebol foram elaboradas pela International Football
Association Board (IFAB) em 1938. O texto que compreende 17 regras e uma série
de decisões suplementares da IFAB, sofreu alterações impostas pela própria
evolução técnica e tática do esporte.
Campo : O
futebol é jogado num campo gramado com as medidas máximas de 120m de
comprimento e 90m de largura e mínimas de 90m de comprimento e 45m de largura.
Em os internacionais as medidas máximas são 110m de comprimento por 75m de
largura e mínimas, 100m por 64m de largura. O campo é dividido ao meio por uma
linha transversal, no centro da qual é desenhado um círculo com raio de 9,15m,
de onde se dá a saída, no início de cada tempo de jogo ou sempre após a
marcação de um gol.
As
balizas, equidistantes dos extremos das linhas de largura, são formadas por
duas traves verticais, cujas faces internas estão separadas 7,32m uma da outra
e unidas por um travessão horizontal a 2,44m do solo. As traves e o travessão,
com no máximo 12cm de espessura, sustentam a rede do lado de fora do campo.
Em
frente às balizas, há duas áreas. A pequena, ou do goleiro, dista 5,5m das
traves (para os lados e para a frente) e serve para a cobrança do tiro de meta
sempre que a bola ultrapassa a linha de fundo, depois de ter sido tocada por um
jogador da equipe atacante. Na grande área, cujo limite é desenhado a 16,5m das
traves, as infrações cometidas pelos jogadores do time defensor são punidas com
o pênalti, cuja cobrança é executada por tiro livre direto, a 11m do gol. Fora
da grande área é desenhado um arco de circunferência, chamado meia-lua, com
9,15m de raio e centro no ponto de cobrança de pênalti.
As
extremidades da linha central e os vértices das laterais são marcados com
bandeiras. Desses vértices são cobrados os escanteios, sempre que a bola é
lançada pela linha de fundo após o toque de um jogador da equipe defensora.
Bola: Esférica e coberta de couro, ou outro material
adequado, a bola deve ter de 68 a 71cm de circunferência e pesar de 396 a 453g.
A pressão a ela aplicada é de um quilograma por centímetro quadrado, ao nível
do mar. Proíbe-se aos jogadores usar as mãos para impulsionar a bola, a não ser
o goleiro, dentro do limite da grande área, ou qualquer outro atleta na
cobrança do arremesso lateral.
Árbitro: A única autoridade reconhecida durante a
partida é o árbitro, que recebe o auxílio de dois juízes de linha
(bandeirinhas). A ele cabe a vistoria do gramado e das condições de segurança
do estádio; a aplicação das regras e a solução de lances duvidosos; a
cronometragem do jogo; a punição de jogadores; a interrupção e o reinício da
partida quando julgar necessário; e a anotação das ocorrências. Os juízes de
linha assinalam quando a bola sai de jogo e se deve ser cobrado escanteio, tiro
de meta ou lateral.
Impedimento: Será considerado impedido o jogador que ao
receber um lançamento de um companheiro no campo de ataque, esteja mais próximo
da linha de fundo que o penúltimo jogador adversário.
Bola fora de jogo: Considera-se que a bola está fora de jogo
quando ela atravessa inteiramente as linhas laterais ou de fundo, quando se
marca um gol ou quando o juiz interrompe a partida por qualquer motivo. A
reposição de bola pode ser feita por meio de tiro livre (após uma infração),
arremesso lateral, tiro de meta, escanteio ou bola ao chão.
Infrações: São punidas com tiro livre direto as faltas
contra o adversário e o toque de mão ou braço na bola. O tiro livre indireto é
cobrado após as obstruções, jogadas que o juiz considere perigosas ou no tranco
ilícito sobre o goleiro. O jogador que reincide em faltas violentas, comete
indisciplina ou desrespeito é expulso de campo. Na cobrança de faltas nenhum
jogador adversário pode estar a menos de 9,15m da bola, que somente entrará em
jogo depois de percorrer uma distância igual à sua circunferência.
Fundamentos do futebol
Podemos
dividir os fundamentos técnicos em dois tipos de ações:
A) movimentos sem bola (corrida com mudança,
saltos, giros, etc.);
B) movimentos com bola (recepção, passe, chute,
etc.).
De
acordo com essa divisão, pretendemos desenvolver aqui somente as técnicas
básicas do futebol pertencentes ao grupo b (movimentos com bola), executando as
ações específicas desenvolvidas pelos jogadores que ocupam a posição de
goleiro.
Para
uma melhor prática do futebol, faz-se necessário o conhecimento e domínio de
algumas técnicas básicas, tais como: condução, passe, chute, drible ou finta,
recepção, cabeceio e arremesso lateral.
O
cabeceio e o arremesso lateral serão abordados como elementos pertencentes a
outros fundamentos técnicos, ou seja, o arremesso lateral seria considerado uma
forma de passe, e o cabeceio, dentro dos demais fundamentos. As técnicas serão
abordadas na seguinte sequência: definição e conceituação do termo, descrição
da técnica e as possíveis variações e formas.
Condução: É o ato de deslocar-se pelos espaços
possíveis do jogo, tendo consigo o passe de bola.
Técnica de condução de bola:
a)
posicionar o corpo e movimentá-lo de maneira a facilitar o tipo de condução
desejada;
b)
manter a bola numa distancia que facilite a sequência da condução, bem como as
variações necessárias de acordo com exigência da situação;
c)
utilizar o tipo de toque adequado à situação;
d)
postura adequada à movimentação, com o centro de gravidade um pouco mais baixo,
quando necessário um melhor domínio e mais alto, quando conduzir em alta
velocidade;
e)
distribuir a atenção na bola, no espaço e nos demais jogadores.
Passe. É um elemento técnico inerente ao fundamento chute,
que se caracteriza pelo ato de impulsionar a bola para um companheiro.
Técnica do passe:
a)
posicionamento do corpo de maneira favorável a sua execução;
b)
pé de apoio ao lado (atrás ou à frente) da bola;
c)
projeção da perna (membro inferior direito ou esquerdo) a ser utilizada em direção
à bola;
d)
toque propriamente dito (durante a execução do movimento, o braço ajuda no
coordenação e equilíbrio).
Chute: É o ato de golpear a bola, desviando ou dando
trajetória à mesma, estando ela parada ou em movimento.
Técnica do chute: É
semelhante à técnica do passe, sendo o objetivo das ações sua grande diferença.
O chute tem como objetivo finalizar uma ação para o gol ou impedir o
prosseguimento das ações do adversário.
Drible ou finta. É
o ato que o jogador, estando ou não em posse da bola, tenta ludibriar o seu
adversário.
O
drible, de acordo com a sua origem inglesa (dribbling), seria a progressão com
a bola. Entretanto, no cotidiano do futebol, o drible é entendido como a forma
de ludibriar o adversário. O termo correto para a ação de desvencilhar-se de um
adversário seria finta, mas, como a palavra drible tornou-se muito utilizada
neste sentido, consideraremos os dois como sinônimos.
Técnica do drible ou finta:
a)
posicionar o corpo de maneira favorável ao drible (ou finta) desejado;
b)
manter a bola próxima ao corpo e o centro de gravidade baixo, permitindo assim
um melhor domínio sobre a mesma;
c)
utilizar o tipo de toque e movimentação adequados ao drible desejado, de acordo
com a situação;
d)
na execução do drible, a atenção é dirigida para a movimentação do adversário
para o espaço e para a bola.
Recepção: Se
o aluno não consegue Ter a posse da bola quando tenta interromper a trajetória
da mesma, dizemos que houve uma má recepção. Este mesmo fundamento aparece na
literatura como os seguintes sinônimos: abafamento, amortecimento, travar ou
dominar a bola.
Técnicas da recepção:
a)
posicionamento do corpo de maneira favorável a recepção, com a parte do corpo a
realizar o contato voltada par a bola;
b)
ao aproximar-se da bola, amortecê-la, tentando inicialmente, diminuir a sua
velocidade;
c)
manter a bola próxima ao corpo, favorecendo assim, o seu domínio.
Cabeceio: É o ato de impulsionar a bola utilizando a
cabeça.
Esse
gesto técnico é bastante utilizado durante o jogo e pode ser aplicado, tanto
para ações ofensivas como defensivas. O cabeceio apresenta-se como uma das
alternativas para a realização de outros fundamentos, tais como: passe, chute,
recepção, etc.
O
cabeceio poderá ser executado parado ou em movimento, estando ou não em
suspensão. Aconselha-se principalmente, o uso da testa como a região da cabeça
que irá realizar o contato com a bola. Existem duas posições básicas do tronco
em relação à bola, no momento da execução do gesto técnico: frontal ou lateral.
Tática : Até por volta de 1990 dominou um “3-5-2”, que na
Copa de 1994 deu lugar ao “4-4-2”. O extremo cuidado com o preparo físico dos
atletas permitiu grandes inovações táticas. Na base de tudo está o princípio de
que, ao invés de ater-se a posições fixas, o jogador deve exercer um maior
número de missões, atacando, armando e defendendo em estreita cooperação com os
companheiros de equipe.
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