quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

CONTEÚDO 7º ano - 1º TRIMESTRE 2019

OLÁ TURMA SEGUE OS TEXTOS QUE IREMOS TRABALHAR DURANTE AUL





ALIMENTAÇÃO E DOENÇAS CRÔNICAS

Uma alimentação equilibrada fornece ao organismo energia  e nutrientes para o bom desenvolvimento das atividades de cada pessoa, bem como a manutenção da saúde. Desta forma, sabe-se que prejuízos também podem ocorrer devido a alimentação, seja pelo excesso – obesidade – ou pela carência total ou parcial dos alimentos – desnutrição.
Vários estudos demonstram a relação entre alimentação e Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – hipertensão, diabetes, câncer, etc. Um exemplo clássico, é uma aliementação rica em gordura saturada e o aparecimento de problemas cardiovasculares. Diante de todos os perigos que uma alimentação inadequada pode trazer à população, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu guias que definem limites seguros para o consumo de determinados alimentos e ou nutrientes.
De alguns anos pra cá, campanhas envolvendo alimentação e nutrição surgem cada vez mais. Entretanto, percebe-se facilmente que todas as informações veiculadas não são devidamente seguidas. Atualmente, a alimentação carateriza-se pelo grande consumo de alimentos muito calóricos e industrializados - ricos em sódio, gorduras e açúcares simples – e reduzido consumo de frutas, verduras e legumes – fonte de vitaminas, minerais e fibras.
As DCNT são uma das maiores causas de morte, principalmente em países desenvolvidos e grandes cidades brasileiras. As DCNT não possuem uma única causa, geralmente seu surgimento se dá pela combinação de fatores genéticos com hábitos de vida, como atividade física e alimentação.
As recomendações dietéticas, para diabetes, hipertensão, colesterol elevado e demais problemas cardiovasculares, podem ser facilmente seguidas. Destaca-se que as recomendações são formuladas por órgãos competentes como a Sociedade Brasileira de Diabetes e Sociedade Brasileira de Cardiologia, por exemplo.
As principais recomendações são:
- Realizar de 5 a 6 refeições por dia, ou seja, comer pequenas quantidades várias vezes ao dia;
- Preferir alimentos integrais (pão, arroz, macarrão, bolachas);
- Aumentar consumo de frutas, verduras e legumes (variando sempre para se obter diferentes vitaminas e minerais);
- Ingerir diariamente leite e/ou derivados (uma das principais fontes de cálcio).
A alimentação é uma forte aliada na prevenção, entretanto, quando diagnosticada a doença, a alimentação deve ser encarada como um tratamento auxiliar ao tratamento medicamentoso, proposto pelo médico. Portanto, comece a cuidar da sua alimetação o quanto antes, ainda mais se existem casos de diabetes, hipertensão, entre outras, na sua família. Cuidar da sua saúde é o melhor presente que você pode se dar.




Distúrbios alimentares: Como identificar?
A anorexia e a bulimia são as formas mais comuns de distúrbios alimentares e podem ter consequências graves. É essencial saber identificar os primeiros sintomas e agir.
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Os distúrbios alimentares são doenças do foro psicológico que conduzem a comportamentos alimentares radicais. Estes comportamentos podem traduzir-se tanto no consumo de quantidades bastante reduzidas e insuficientes para as necessidades do corpo humano (anorexia) como no consumo excessivo de alimentos (bulimia). A anorexia e a bulimia nervosas são os distúrbios alimentares com maior incidência. Qualquer um destes problemas tem um forte impacto na saúde, debilitando-a e podendo inclusive conduzir à morte. Atualmente, os distúrbios alimentares são considerados a doença psiquiátrica mais letal. Só em 2011, em Portugal, morreram 161 pessoas (um aumento de 47% face ao ano anterior), segundo dados da Direção-Geral da Saúde. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos(NIMH), 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de distúrbio alimentar e o índice de mortalidade daí decorrente vai dos 18% aos 20%.
A importância de estarmos atentos
Um dos principais problemas deste tipo de patologias é que o doente não admite que tem uma doença. Por isso, é essencial que amigos e familiares estejam atentos e sejam capazes de identificar os primeiros sinais. Os distúrbios alimentares afetam não só a saúde do doente, mas também a dinâmica social, familiar e profissional deste.
O que é a anorexia?
Um doente anorético submete-se voluntariamente a um jejum prolongado para perder peso. Cria uma imagem completamente distorcida de si próprio, que o faz querer sempre perder mais peso, mesmo que pese menos que o peso recomendado para a sua altura. Um doente anorético tem uma grande preocupação com a imagem e cultiva um ideal de beleza que se centra na magreza.
As causas da anorexia são desconhecidas, embora se pense que possa existir uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Crê-se que a mutação de determinados genes pode tornar algumas pessoas mais suscetíveis à anorexia e que a serotonina, um dos químicos cerebrais envolvidos na depressão, pode ter um papel no desenvolvimento da doença. Outros fatores que aumentam o risco de desenvolver anorexia são: pertencer ao sexo feminino (a anorexia é mais frequente nas mulheres), a idade (adolescentes/jovens adultos), ter familiares em primeiro grau que tenham tido anorexia, estar numa fase de transição (mudança de escola, de casa), estudar/trabalhar num meio competitivo e/ou que os ideais de beleza, associados à magreza e boa forma física, estejam muito presentes.
Sinais de alerta da anorexia
·         Perda dramática de peso.
·         Recusa em comer.
·         Não admitir que se tem fome.
·         Preocupação constante com temas relacionados com o peso, comida e calorias.
·         Prática excessiva de exercício físico.
·         Sintomas de depressão.
·         Evitar o convívio com amigos habituais e atividades em grupo.
Consequências da anorexia
anorexia provoca carências nutricionais que provocam secura da pele e enfraquecimento capilar. Outros sintomas incluem tonturas, anemia e alterações hormonais como o cessamento da menstruação, nas mulheres e a impotência sexual, nos homens. Alguns doentes desenvolvem osteoporose, problemas de estômago, do fígado e dos rins. No limite, a anorexia pode conduzir à morte por infeções generalizadas.
Tratamento da anorexia
Envolve um plano multidisciplinar e abrangente que envolve acompanhamento médico, terapia psicossocial, aconselhamento nutricional e, em certos casos, a toma de medicação. A terapêutica tem como objetivo que o doente retome, de forma gradual e progressiva, comportamentos alimentares normais, recupere peso e que a sua autoestima aumente.
O que é a bulimia?
bulimia caracteriza-se por episódios recorrentes de compulsão alimentar, seguidos de comportamentos compensatórios para impedir o aumento da massa corporal, tais como o vómito, uso de laxantes, diuréticos e outros medicamentos, jejuns prolongados e prática excessiva de exercício físico.
A causa exata da bulimia é desconhecida. No entanto pensa-se que ter familiares em primeiro grau que tenham tido distúrbios alimentares, problemas psicológicos/emocionais, entre outros fatores, aumente o risco de se desenvolver esta doença. Tal como acontece em relação à anorexia, julga-se poder existir uma causa genética para a bulimia, assim como um possível envolvimento do químico cerebral serotonina. Ser do sexo feminino (onde a bulimia é mais frequente), estar na adolescência ou ser adulto jovem constituem outros fatores de risco, em que se incluem também a pressão social e entre atletas.
Sinais de alerta da bulimia
·         Oscilações de peso.
·         Cáries dentárias.
·         Agressividade e/ou isolamento social.
·         Alteração do horário das refeições.
·         Idas frequentes à casa de banho durante ou após a refeição (para vomitar).
·         Cicatrizes e calos nas mãos (causados por se provocar o vómito).
·         Obsessão pelo exercício físico.
Consequências da bulimia
bulimia pode causar anemia e distúrbios hormonais. É comum a distensão do estômago, lesões no esófago, irritação crónica na garganta e inchaço nas mãos e nos pés.
Tratamento da bulimia
Pode implicar a combinação de várias terapêuticas como, por exemplo, a psicoterapia associada à toma de fármacos antidepressivos. Geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar que abrange o doente e a família deste, o médico que o acompanha, assim como aconselhamento nutricional e psicológico.
Os distúrbios alimentares são doenças do âmbito do psicológico que alteram a perceção que a pessoa tem do seu corpo e imagem. A anorexia e a bulimia são as patologias mais comuns e têm consequências bastante graves. Estes doentes dificilmente admitem que têm um problema, por isso é importante que amigos e familiares estejam atentos a possíveis sintomas.
·         Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.


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