Requisitos de
treinamento do voleibol
Os requisitos de performance no voleibol devem ser trabalhados de acordo
com as necessidades da equipe ou da competição . O aperfeiçoamento das
habilidades motoras (fundamentos do voleibol), não pode ficar restrito a
repetição dos mesmos.
O
trabalho físico é componente do processo global, pois se as valências ou
capacidades físicas requeridas para a execução dos fundamentos forem
insuficientes , certamente o atleta terá um baixo rendimento durante a
execução dos fundamentos. Assim é necessário que a preparação física caminhe
lado a lado com a preparação técnica.
Para melhor entendimento , sugere-se a divisão dos fundamentos(
gestos motores) de acordo com as valências físicas inerentes a cada um deles e
suas ações motoras.
A UTILIZAÇÃO DAS CAPACIDADES
FÍSICAS NOS GESTOS MOTORES DO VOLEIBOL
– Grau de
Importância do Condicionamento Físico Funcional.
No Treinamento Técnico Individual.
No Treinamento Técnico Individual.
Favorece o aperfeiçoamento técnico individual – até os altos
níveis internacionais – na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a
execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem
limitações.
A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica
individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas
corretas execuções.
Saque
·
Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem
a impulsão.
·
Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter
boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.
·
Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em
vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade
possível à trajetória da mesma.
·
Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a
bola com a maior potência possível.
·
Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro,
propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para
melhorar a potência do golpe.
Toque
·
Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes
distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
·
Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter
boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.
·
Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o
impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque “Viagem”.
Manchete
·
Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes
distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
·
Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la
sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.
·
Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos,
joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio.
Bloqueio
·
Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em
vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.
·
Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do
equilíbrio essencial na execução do fundamento.
·
Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da
elevação e movimentação dos braços.
Técnicas de Ataque (Cortada e
Recursos de Ataque).
·
Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o
ataque.
·
Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em
vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.
·
Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em
vista golpear a bola com a maior potência possível.
·
Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar,
para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento.
NOTA
A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o
atleta suporte a natureza repetitiva – peculiar – do treinamento de todos os
fundamentos da técnica individual.
SISTEMA ENERGÉTICO PREDOMINANTE
NO VOLEIBOL
A definição do sistema energético do voleibol é motivo de grande
discussão. A comunidade científica se vê dividida . Fisiologistas e
preparadores físicos tradicionais afirmam que o voleibol é uma
atividade predominantemente anaeróbica descartando a existência de momentos de
predominância aeróbica . Muitos autores justificam sua oposição a essa tese
argumentando que se considerarmos o jogo, de maneira isolada eles têm razão ;
porém se considerarmos a atividade do atleta de uma maneira global não se pode
ignorar a existência do uso de metabolismos aeróbicos . O grupo concordando com
esse pensamento, portanto , trabalhará com capacidades aeróbicas e anaeróbicas,
levando em consideração a significativa dominância da última.
AERÓBICO
A Capacidade Aeróbica é a qualidade física que contribui para que
o jogador:
·
suporte a globalidade do treinamento e, consequentemente,
aperfeiçoe-se;
·
mantenha o seu melhor rendimento ao longo de toda a duração de uma
partida;
·
recupere-se plenamente de um treinamento / jogo para o outro.
Considerando que os jogos têm duração de até duas horas e que o
treinamento pode ter carga horária de 5, 6 ou mais horas, torna-se fundamental
que o jogador possua a grande resistência orgânica (capacidade
aeróbica/anaeróbica) e muscular, a fim de que possa suportar toda essa carga e
aproveitar integralmente o treinamento global.
ANAERÓBICO
A principal fonte de energia, utilizado em provas que exigem
movimentos de curta duração e alta intensidade ,como por exemplo o voleibol, há
a exigência de um fornecimento imediato e rápido de energia. Essa energia
é proporcionada pelos fosfatos de alta energia (ATP e CP) armazenados dentro
dos músculos específicos ativados durante os gestos motores , no voleibol.
Todos os desportos exigem a utilização dos fosfatos de alta
energia, porém muitas atividades contam quase exclusivamente com esse meio para
transferência de energia . Por exemplo, o sucesso no futebol americano, no levantamento
de pesos, em várias provas de campo, no beisebol e no voleibol exige um esforço
breve e máximo durante o desempenho. É difícil imaginar um mergulho para uma
defesa no voleibol, ou até mesmo, um bloqueio e uma cortada sem a capacidade de
gerar energia rapidamente a partir dos fosfogênios armazenados .
Sempre que as Fontes Anaeróbias entram em ação por mais de 10
segundos temos formação de ácido lático de maneira acentuada. Uma fonte
anaeróbica alática (ATP-CP) após 10 segundos (ápice) se esgota entrando em
atuação outra fonte que é incapaz de manter o mesmo ritmo.
Num exercício tão intenso a energia para fosforilar ADP provém
principalmente da glicose, com subsequente formação de ácido lático. De certa
forma , esse mecanismo de formação “poupa tempo”, torna possível a formação
rápida de ATP pela fosforilação do substrato . Após os 10 segundos de gasto
dessa energia, o restante pode ser considerado como um combustível de reserva.
Vale ressaltar que o vôlei mescla momentos de exercícios leves e moderados com
exercícios de intensidade máxima . Os exercícios leves têm a capacidade, devido
a utilização de oxigênio, de oxidar o ácido lático . Portanto não há um acúmulo
do mesmo, pois a produção e o gasto são lineares, proporcionais, esse não
acúmulo ,cientificamente, é denominado alático( sem acúmulo de ácido lático).
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