sábado, 3 de março de 2018

9º ANO CONTEÚDO VOLEIBOL- 1º TEXTO



Requisitos de treinamento do voleibol
Os requisitos de performance no voleibol devem ser trabalhados de acordo com as necessidades da equipe ou da competição . O aperfeiçoamento das habilidades motoras  (fundamentos do voleibol), não pode ficar restrito a repetição dos mesmos.
O trabalho físico é componente do processo global, pois se as valências ou capacidades físicas requeridas para a execução dos fundamentos forem insuficientes , certamente o atleta  terá um baixo rendimento durante a execução dos fundamentos. Assim é necessário que a preparação física caminhe lado a lado com a preparação técnica.
Para melhor entendimento , sugere-se a divisão dos fundamentos( gestos motores) de acordo com as valências físicas inerentes a cada um deles e suas ações motoras.

A UTILIZAÇÃO DAS CAPACIDADES FÍSICAS NOS GESTOS MOTORES DO VOLEIBOL

–  Grau de Importância do Condicionamento Físico Funcional.

No Treinamento Técnico Individual.
Favorece o aperfeiçoamento técnico individual – até os altos níveis internacionais – na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.
A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.
Saque
·         Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.
·         Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.
·         Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.
·         Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.
·         Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.
Toque
·         Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
·         Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.
·         Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque “Viagem”.
Manchete
·         Velocidade de Deslocamento – de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.
·         Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.
·         Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio.
Bloqueio
·         Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.
·         Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.
·         Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços.
Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).
·         Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.
·         Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.
·         Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.
·         Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento.
NOTA
A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva – peculiar – do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

SISTEMA ENERGÉTICO PREDOMINANTE NO VOLEIBOL

A definição do sistema energético do voleibol é motivo de grande discussão. A comunidade científica se vê dividida . Fisiologistas e preparadores físicos  tradicionais  afirmam que o voleibol é uma atividade predominantemente anaeróbica descartando a existência de momentos de predominância aeróbica . Muitos autores justificam sua oposição a essa tese argumentando que se considerarmos o jogo, de maneira isolada eles têm razão ; porém se considerarmos a atividade do atleta de uma maneira global não se pode ignorar a existência do uso de metabolismos aeróbicos . O grupo concordando com esse pensamento, portanto , trabalhará com capacidades aeróbicas e anaeróbicas, levando em consideração a significativa dominância da última.

AERÓBICO

A Capacidade Aeróbica é a qualidade física que contribui para que o jogador:
·         suporte a globalidade do treinamento e, consequentemente, aperfeiçoe-se;
·         mantenha o seu melhor rendimento ao longo de toda a duração de uma partida;
·         recupere-se plenamente de um treinamento / jogo para o outro.
Considerando que os jogos têm duração de até duas horas e que o treinamento pode ter carga horária de 5, 6 ou mais horas, torna-se fundamental que o jogador possua a grande resistência orgânica (capacidade aeróbica/anaeróbica) e muscular, a fim de que possa suportar toda essa carga e aproveitar integralmente o treinamento global.

ANAERÓBICO

A principal fonte de energia, utilizado em provas que exigem movimentos de curta duração e alta intensidade ,como por exemplo o voleibol, há a exigência de um fornecimento imediato e  rápido de energia. Essa energia é proporcionada pelos fosfatos de alta energia (ATP e CP) armazenados dentro dos músculos específicos ativados durante os gestos motores , no voleibol.
Todos os desportos exigem a utilização dos fosfatos de alta energia, porém muitas atividades contam quase exclusivamente com esse meio para transferência de energia . Por exemplo, o sucesso no futebol americano, no levantamento de pesos, em várias provas de campo, no beisebol e no voleibol exige um esforço breve e máximo durante o desempenho. É difícil imaginar um mergulho para uma defesa no voleibol, ou até mesmo, um bloqueio e uma cortada sem a capacidade de gerar energia rapidamente a partir dos fosfogênios armazenados .
Sempre que as Fontes Anaeróbias entram em ação por mais de 10 segundos temos formação de ácido lático de maneira acentuada. Uma fonte anaeróbica alática (ATP-CP) após 10 segundos (ápice) se esgota entrando em atuação outra fonte que é incapaz de manter o mesmo ritmo.
Num exercício tão intenso a energia para fosforilar ADP provém principalmente da glicose, com subsequente formação de ácido lático. De certa forma , esse mecanismo de formação “poupa tempo”, torna possível a formação rápida de ATP pela fosforilação do substrato . Após os 10 segundos de gasto dessa energia, o restante pode ser considerado como um combustível de reserva. Vale ressaltar que o vôlei mescla momentos de exercícios leves e moderados com exercícios de intensidade máxima . Os exercícios leves têm a capacidade, devido a utilização de oxigênio, de oxidar o ácido lático . Portanto não há um acúmulo do mesmo, pois a produção e o gasto são lineares, proporcionais, esse não acúmulo ,cientificamente, é denominado alático( sem acúmulo de ácido lático).


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